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As quatro prioridades dos departamentos de TI em 2009

A primeira reação das empresas à crise econômica internacional foi a de cortar custos em praticamente todos os setores da organização, inclusive na área de TI. Assim, muitos CIOs tiveram de lidar com orçamentos mais enxutos e um desafio importante: encontrar soluções para reduzir custos.

Antes de tomar qualquer decisão, no entanto, o líder de TI precisa avaliar os impactos de suas ações em longo prazo, alerta Pedro Bicudo, sócio-diretor da consultoria TGT Consult. "Parar um grande projeto, que já estava em andamento, pode significar jogar dinheiro fora", considera Bicudo.

Além disso, o especialista considera que todas as iniciativas dos CIOs devem privilegiar melhorias que permitam à empresa voltar a crescer de forma estruturada, no momento em que a crise econômica acabar. A partir dessa premissa, Bicudo elenca as quatro prioridades atuais de investimentos da área de TI:

1. Ter uma arquitetura flexível - o momento é ideal para as empresas explorarem o conceito de SOA (arquitetura orientada a serviços). "Antes da crise, as organizações tinham muitos projetos em paralelo e não dava para parar e reorganizar a estrutura", explica Bicudo, que acrescenta: "Mas agora elas podem se preparar melhor, com uma arquitetura mais flexível e que suporte o momento de retomada do crescimento da economia."

2. Adotar a virtualização - na área de infra-estrutura, investir na virtualização de data centers pode representar outra melhoria importante para a área de TI. "Até porque, qualquer projeto que permita reduzir custos é bem-vindo pelo board", cita o especialista da TGT. Para ele, o grande ganho desse tipo de iniciativa está na possibilidade de diminuir a necessidade de ter equipes orientadas a cuidar dos equipamentos. "Com isso, os profissionais podem ser alocados para outras iniciativas", conclui.

3. Apostar em inovação - os departamentos de TI devem ajudar suas empresas a vender mais, mas com menos recursos. Nesse sentido, Bicudo considera que chegou a hora dos CIOs explorarem melhor as ferramentas de Web 2.0. Como forma de não errar nesse tipo de iniciativa - a qual demanda mudança nos processos de trabalho -, o consultor aconselha que as ações contemplem, inicialmente, pequenos pilotos. "Assim, consegue-se testar modelos, mas sem correr grandes riscos", sinaliza, apontando que isso também deve facilitar a aprovação dos projetos pelo board.

4. Retenha os talentos - um dos maiores riscos que os CIOs correm, de acordo com Bicudo, diz respeito à possibilidade de perder profissionais que vão fazer falta no momento de retomada do crescimento econômico. "As equipes de TI já são bastante enxutas. Além disso, existe uma falta de profissionais capacitados no mercado e isso só tende a ficar pior, quando os países desenvolvidos retomarem o offshoring e os fornecedores brasileiros tiverem de contratar mais profissionais", considera o especialista da TGT. Ainda segundo ele, além de reter os talentos em TI, os CIOs precisam aproveitar esse momento mais calmo para capacitá-los em novas tecnologias.

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