A primeira reação das empresas à crise econômica internacional foi a de cortar custos em praticamente todos os setores da organização, inclusive na área de TI. Assim, muitos CIOs tiveram de lidar com orçamentos mais enxutos e um desafio importante: encontrar soluções para reduzir custos.
Antes de tomar qualquer decisão, no entanto, o líder de TI precisa avaliar os impactos de suas ações em longo prazo, alerta Pedro Bicudo, sócio-diretor da consultoria TGT Consult. "Parar um grande projeto, que já estava em andamento, pode significar jogar dinheiro fora", considera Bicudo.
Além disso, o especialista considera que todas as iniciativas dos CIOs devem privilegiar melhorias que permitam à empresa voltar a crescer de forma estruturada, no momento em que a crise econômica acabar. A partir dessa premissa, Bicudo elenca as quatro prioridades atuais de investimentos da área de TI:
1. Ter uma arquitetura flexível - o momento é ideal para as empresas explorarem o conceito de SOA (arquitetura orientada a serviços). "Antes da crise, as organizações tinham muitos projetos em paralelo e não dava para parar e reorganizar a estrutura", explica Bicudo, que acrescenta: "Mas agora elas podem se preparar melhor, com uma arquitetura mais flexível e que suporte o momento de retomada do crescimento da economia."
2. Adotar a virtualização - na área de infra-estrutura, investir na virtualização de data centers pode representar outra melhoria importante para a área de TI. "Até porque, qualquer projeto que permita reduzir custos é bem-vindo pelo board", cita o especialista da TGT. Para ele, o grande ganho desse tipo de iniciativa está na possibilidade de diminuir a necessidade de ter equipes orientadas a cuidar dos equipamentos. "Com isso, os profissionais podem ser alocados para outras iniciativas", conclui.
3. Apostar em inovação - os departamentos de TI devem ajudar suas empresas a vender mais, mas com menos recursos. Nesse sentido, Bicudo considera que chegou a hora dos CIOs explorarem melhor as ferramentas de Web 2.0. Como forma de não errar nesse tipo de iniciativa - a qual demanda mudança nos processos de trabalho -, o consultor aconselha que as ações contemplem, inicialmente, pequenos pilotos. "Assim, consegue-se testar modelos, mas sem correr grandes riscos", sinaliza, apontando que isso também deve facilitar a aprovação dos projetos pelo board.
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